Avaliação Parcial da I Unidade de Histologia ministrado pelo Prof. Dr. Iolando Fagundes - Odontologia - FAINOR - 1º Semestre. Alunos: Alana Muniz, Ana Luiza Dompsin, Indiara, João Cáudio Borges, João Pedro Chequer, Luciane Castro, Monique Lopes, Mozart Novaes, Rômulo Cardoso, Údine Lima.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Gigantismo e Nanismo


Padrões anormais do crescimento: Gigantismo e Nanismo

Gigantismo ou Acromegalia
Acromegalia é uma doença crônica provocada por excesso de produção do hormônio do crescimento (GH) na vida adulta, fase em que as cartilagens de crescimento já estão fechadas. Se ele for produzido em excesso na infância ou puberdade, antes do fechamento dessas cartilagens, a doença é chamada de gigantismo.
Sem tratamento, portadores de acromegalia podem evoluir para uma forma grave da doença, em que surgem complicações e as taxas de mortalidade são altas. Presença de diabetes, de doença cardiovascular e de hipertensão são fatores agravantes do quadro.
Causas e incidência
A causa da acromegalia é a produção exagerada do GH e do IGF-1 (Insulin Growth Factor). Em 98% dos casos, essa produção está associada à presença de tumores benignos na hipófise.
A doença é rara e acomete homens e mulheres indistintamente.



Sintomas
* Mudanças na aparência física que podem ser atribuídas ao processo de envelhecimento (crescimento de mãos e pés, alargamento da região frontal e da testa, queixo proeminente, espaçamento entre os dentes e perda dentária, aumento do volume do tórax, nariz, genitais e dos lábios);
* Espessamento da pele que se torna oleosa e propensa à acne;
* Sudorese abundante;
* Alterações respiratórias, cardiovasculares, gastrintestinais, metabólico-endócrinas, músculo-esqueléticas, neurológicas e oftálmicas.
     


 Diagnóstico
A suspeita de acromegalia é baseada no quadro clínico e na aparência física que pode ser confirmada pelos exames que medem os valores dos níveis de GH e IGF-1 no sangue. Uma vez estabelecido o diagnóstico, a tomografia computadorizada e a ressonância nuclear magnética são exames indicados para detectar a presença de tumores na hipófise ou em outros locais do corpo.
Tratamento
* Cirúrgico – quando os adenomas medem menos de 1 cm, o índice de cura é de 80% a 90%. Quando medem mais, esse índice cai para menos de 50%. Se os níveis hormonais não voltarem ao normal depois da cirurgia, é necessário manter tratamento complementar com medicamentos. Lesão irreversível no tecido hipofisiário pode exigir reposição hormonal por toda a vida;
* Radioterapia – apenas deve ser usada quando os tumores não podem ser removidos cirurgicamente, ou quando a cirurgia e o tratamento clínico não apresentam os resultados desejados;
* Tratamento clínico – pode ser feito com agonistas dopaminérgicos e análogos da somatostatina. Nos últimos dez anos, a aplicação de octeotrida por via intramuscular tem sido a forma mais prescrita no tratamento da doença.
        Recomendações
* Jamais interrompa o tratamento sem falar com o médico que o prescreveu;
* Procure assistência médica imediatamente se observar, em si próprio ou em outra pessoa, alterações físicas como crescimento exagerado da estatura, das mãos e dos pés, ou aumento de volume do tórax, do nariz, dos genitais e dos lábios.



Nanismo
É uma doença genética que provoca um crescimento esquelético anormal, deixando o indivíduo com uma estatura 20% abaixo da média normal dos outros indivíduos da sua idade e raça, ou inferior à media da população em geral. Os indivíduos vítimas desta doença são chamados de anões. O Nanismo também pode ocorrer em animais, mas nos deteremos aqui a falar a respeito do Nanismo humano. Considera-se, pois, que um homem é anão quando mede até 1.45m e para uma mulher ser considerada anã ela deve medir até 1.40m.
Há dois principais tipos de nanismo, o nanismo pituitário e a acondroplasia.

Nanismo Pituitário

Causado por um problema na hipófise (glândula pituitária), que é responsável pela produção do homônio do crescimento. Geralmente estes indivíduos sofrem um atraso no desenvolvimento sexual na sua adolescência, e quando adultos podem chegar a medir até 1.50m. Suas características físicas são baixa estatura, porém com cabeça e membros proporcionais ao corpo. Para este tipo de nanismo existe tratamento à base de hormônios do crescimento, o qual costuma ter eficácia.


Acondroplastia

É também chamada de deficiência dos anões, e possui características físicas mais acentuadas como cabeça desproporcional ao corpo, pés tortos, membros curtos e tronco mais alongado, além da baixa estatura. Somente alguns destes sintomas podem ser tratados, como por exemplo, o pé torto.
As características do Nanismo não são somente as citadas acima, pois o Nanismo se subdivide em 200 tipos e 80 subtipos. Caracterizam-se também pela proeminência da testa, olhos separados, mandíbula crescida, arcada dentária pequena e dentes desalinhados.
A vida social de uma forma geral não é adaptada para os anões, enfim, estas pessoas acabam sofrendo um pouco mais para se adaptarem à vida social, pois muitas das vezes elas mesmas tem que criar meios para proporcionar esta adaptação.
São exemplos desta falta de adaptação o formato dos banheiros, a altura dos telefones públicos, caixas de banco, degraus, corrimãos, enfim, uma infinidade de itens. Além disso, há também a discriminação pela sua aparência física através de piadas, recusas de emprego, etc.
Embora os pais sejam de estatura mediana e não haja casos de nanismo na família, há possibilidades de nascer um filho com nanismo, assim como nem todo anão irá gerar filhos anões.
Alguns casos de Nanismo podem ser detectados antes do nascimento, podendo até mesmo passar por tratamentos que melhorem o desenvolvimento dos ossos, mas em outros casos só pode ser detectado o problema na infância.
Alguns anões têm problemas com anestesias, pois desenvolvem um problema chamado “hipertermia maligna”, um superaquecimento do organismo que pode ser agravado com alguns anestésicos. Em outros casos, devido à compressão dos órgãos pela estrutura óssea, alguns anões podem ter sua expectativa de vida diminuída, o que não é uma característica genérica.

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